Hora de Ler: Até que a culpa nos Separe - Liane Moriarty


E aí galerinha, tudo bem? Passei um tempo longe, mas foi por um bom motivo, posso dizer que foi produtivo pois tudo o que fiz nesse mês se resumiu a ler e logo mais vocês irão conferir os posts que estive preparando. Mas bora de thriller?!
Amigas de infância, Erika e Clementine não poderiam ser mais diferentes. Erika é obsessivo-compulsiva. Ela e o marido são contadores e não têm filhos. Já a completamente desorganizada Clementine é violoncelista, casada e mãe de duas adoráveis meninas. Certo dia, as duas famílias são inesperadamente convidadas para um churrasco de domingo na casa dos vizinhos de Erika, que são ricos e extravagantes.

Durante o que deveria ser uma tarde comum, com bebidas, comidas e uma animada conversa, um acontecimento assustador vai afetar profundamente a vida de todos, forçando-os a examinar de perto suas escolhas - não daquele dia, mas da vida inteira.

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Aproveitando o embalo de Piano Vermelho, eu peguei outro thriller em seguida e não me arrependo dessa "onda" que tive no mês com o gênero. Posso dizer que o mistério aqui é um elemento forte mas ainda assim o livro é "elegante" pois não apela tanto pelo recurso, ele existe, mas o foco são nas histórias paralelas dos personagens, é por esse aspecto que me apego aos thrillers psicológicos.

Com um ritmo dinâmico ficamos sabendo o que aconteceu antes, no dia e depois do tal churrasco; algo muito sério aconteceu e além disso há um outro mistério acerca de uma pergunta que Erika quer fazer a Clementine, coisa que só temos noção do que se trata lá no meio do livro. Novamente parabéns a autora por não ser nem um pouco previsível gosto de ter surpresas e isso foi o que não faltou por aqui.

Os personagens são muito bem construídos no decorrer da trama, cada um com seus transtornos, pessoais e psiquícos, ás vezes dá pra confundir os casais (são 3) e as crianças por conter muita informação mas em seguida você consegue se situar na história.
Além disso tudo o livro é recheado de referências a cultura geek/pop como Game of Thrones, Jogos Vorazes, músicos eruditos etc. diversificando ainda mais a trama, deixando mais rica.

Notável o trabalho de pesquisa sobre os acumuladores de objetos que a autora fez para construir o personagem de uma mulher divorciada frustrada com a separação (a mãe de Erika), cheio de detallhes e traumas de infância causados na menina por conta da acumulação que começou muito cedo.

Esse é um daqueles que o final não decepciona, também não é previsível, o livro tem aquela atmosfera de você "torcer" para que algo com o personagem dê certo já se sentindo íntimo de cada um deles. Antes de mais nada é um retrato (um pouco caricato) das relações em família, criticando vários aspectos sociais presentes há anos, como casamento por conveniência, pais ausentes/workaholics, Mães possessivas e as relações de amizade com vizinhos ou amigos de infância.

Sem dúvidas 5 estrelas pela fluidez, temas abordados e a escrita direta sem floreios da autora, vou atrás de mais coisa dela em breve!



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